Nas duas partes anteriores deste artigo foi abordada a utilização da Process Maturity Framework para avaliar a maturidade dos processos nas cinco dimensões, segundo níveis definidos.
A título exemplificativo, apresentamos, para cada uma das dimensões referidas, o enquadramento correspondente ao nível de maturidade 3 (Definido):
Visão e Condução
- Objectivos formalmente acordados e documentados.
- Planeamento formalmente comunicado, acompanhado e revisto.
- Recursos adequados e devidamente orçamentados.
- Relatórios e revisões planeados e produzidos regularmente.
Processos
- Processos e procedimentos bem definidos e divulgados.
- Actividades regulares e planeadas.
- Documentação de (com) qualidade.
- Ocasionalmente acontecem processos proactivos.
Pessoas
- Papéis e responsabilidades claramente acordados e definidos.
- Objectivos formalizados.
- Planeamento formal da formação.
Tecnologia
- Recolha contínua de dados com definição de patamares de monitorização e alarmística.
- Armazenamento de dados consolidados para planeamento, análise de tendências e previsão.
Cultura
- Abordagem formalizada à orientação ao Cliente e ao Serviço.
Pensamos ser razoavelmente consensuais se dissemos que tudo o que respeita à Gestão de Serviço é relativamente simples (puro bom senso, dirão), o que não quer dizer que seja fácil. Julgo que este sentimento traduz a dificuldade inerente à operacionalização de novas práticas.
Contrariando aquele obstáculo, o modelo Process Maturity Framework permite endereçar e operacionalizar, na prática, a tarefa de estabelecer um baseline inicial de uma Organização, etapa fundamental no contexto de um programa de ITSM.
Publicado por João Miguel Coelho
Dito isto, em terra com tradição de exploradores, há que reconhecer que a descoberta de processos é uma abordagem com enorme potencial.
