O valor de ValIT?

05-2-2009
Desesperado por boas práticas

Desesperado por boas práticas

Uma ilação que tirei quando li “Pai Rico, Pai Pobre”, o best-seller de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter, é que a pergunta chave não é “quanto custa?”, mas antes “qual a forma de o obter?”. Adaptando ao meio empresarial, podemos dizer que não é o custo que importa, mas antes o retorno que se poderá obter, considerando naturalmente o preço do financiamento a que podemos ter de recorrer, e que é significativo nos tempos de crise (e de oportunidade) que correm.

Esta forma de pensar, que transforma centros de custo em centros de desenvolvimento através do investimento, obriga a que os gastos sejam suportados por análises, ou business cases, que permitam defender os pedidos orçamentais de que necessitamos para introduzir boas práticas na gestão dos serviços de Tecnologias de Informação. E, já que falamos de boas práticas, será que também as há para a elaboração do próprio business case?

A resposta parece ter sido dada em 2006, pelo IT Governance Institute (ITGI), o “pai” do CoBIT, que promove a Framework ValIT. No âmbito desta framework, o ITGI publicou o guia “Enterprise Value: Governance of IT Investments”, que descreve as principais questões a que um business case deve responder: É a coisa certa? Vai ser feita da forma correcta? e Iremos alcançar os benefícios?

Neste guia é também apresentado o  conjunto de relações causa-efeito, entre o investimento pretendido e o valor gerado, que o business case deverá tornar visíveis:

-> que recursos são necessários, para desenvolver…

   -> a tecnologia/serviço TI que irá suportar…

      -> a capacidade operacional que irá permitir…

         -> a capacidade do negócio que irá criar…

            -> o valor para o stakeholder, sob a forma de um retorno financeiro.

Se é de dinheiro que o seu departamento necessita, julgo que este guia (gratuito) lhe irá aporta certamente bastante bastante valor.

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A importância das Certificações no Recrutamento e Selecção para o Sector das TI

05-1-2009

Nos dias que correm, as certificações assumem, indiscutivelmente, uma relevância significativa nos processos de Recrutamento e Selecção de talentos para o sector das TI, quer se trate de uma função mais técnica ou de uma função de gestão. Funcionam inclusive, em muitos casos, como um factor de decisão quando se está perante dois candidatos com percursos profissionais e/ou académicos muito semelhantes.

Se inicialmente eram tidas como um plus interessante em relação a outros aspectos considerados mais relevantes, como a experiência profissional e a potencialidade de aprendizagem dos candidatos, hoje e cada vez mais são um requisito obrigatório na determinação do perfil a seleccionar, devido ao aumento da complexidade dos Sistemas de Informação e também à maior oferta de profissionais certificados.

A diversidade da natureza das certificações tem também evoluído com as sucessivas mudanças do sector: numa fase inicial, quando as empresas implementavam as suas primeiras infra-estruturas de redes, predominou a procura de certificações puramente técnicas; Recentemente, assistiu-se à emergência de outras certificações ligadas à gestão, ao governo e auditoria dos Sistemas de Informação. Tal facto deve-se, principalmente, à importância que os SI adquiriram dentro das organizações empresariais e à sua crescente aproximação à gestão do negócio.

Um dos standard de certificação mais requisitado, destinado a controlar a complexidade da Gestão dos Sistemas de Informação e a promover um maior intercâmbio entre a gestão e a tecnologia, é sem dúvida a Framework ITIL (Information Technology Infrastructure Library), que tem vindo a consolidar-se como um standard de boas práticas no mercado. A procura de talentos certificados em ITIL, verifica-se não só para quadros com responsabilidades de gestão na área dos SI, mas igualmente para quadros intermédios. Menos popular, mas também requisitada para a governação de TI, é a framework “Cobit”. Outras certificações de boas práticas frequentemente requisitadas, são a MOF da Microsoft e os “standards” de qualidade da ISO, entre outros.

O desenvolvimento do Outsourcing foi, sem dúvida, também impulsionador da procura de talentos certificados. O cliente passou a valorizar a excelência nos serviços prestados por entidades externas e aprendeu a ser exigente na qualidade dos mesmos. Este aspecto contribuiu para que as empresas de consultoria tivessem encontrado enumeras vantagens na certificação dos seus recursos humanos: Uma garantia objectiva, através do uso de “boas práticas” na gestão de serviços tecnológicos para o seu cliente; Um eventual factor de diferenciação face a concorrentes; Um factor de atracção para a captação dos talentos. (…)

A importância das certificações é normalmente reconhecida, tanto pelo empregador, como pelos candidatos. Contudo, em alguns casos, a expectativa de uma certificação existe de ambos os lados, isto é, a empresa procura um talento já certificado e o talento procura, muitas vezes, uma empresa que proporcione formação e certificação. Frequentemente os candidatos perguntam qual é a política de formação existente na organização que o quer contratar, funcionando também como condicionante para a sua decisão de aceitação de propostas profissionais.

As certificações dão sem dúvida resposta à constante evolução do sector tecnológico, servindo como um “upgrade” à formação académica de base e, nesse sentido, são uma garantia para quem quer contratar um talento com competências actualizadas. As certificações face à formação académica funcionam, na maior parte dos casos, como um complemento e não como sua substituição, com excepção de funções tecnicamente mais especializadas.


ITIL ou CoBIT?

22-12-2008
ITIL, CoBIT ou CMMi?

ITIL, CoBIT ou CMMi?

Uma pesquisa no Google Trends revela que há actualmente quase seis vezes mais pessoas interessadas a pesquisar ITIL do que CoBIT.

O que será surpreendente, no entanto, é que o interesse no ITIL parece estar a decair desde a introdução da versão 3, em Maio de 2007.


Mapa do mundo para a prática da Governação de TI

08-12-2008

Perdido no mar da Governação de TI?

Aqui está uma pequena ajuda…

 

Normas (standards) e frameworks utilizadas na governação de tecnologias de informação:


Qualidade

ISO 9001 – Requisitos do sistema de gestão da qualidade. Esta norma está subjacente às outras normas ISO.

ISO/IEC 15504 – Framework para avaliação de processos (7 partes).

Gestão/Governação

ITIL – Boas práticas para a gestão de serviços de TI (5 publicações: Service Strategy, Service Design, Service Transition, Service Operation, Continual Service Improvement)

ISO/IEC 20000 – Gestão de Serviços de TI (2 partes). Tem na sua origem a norma britânica BS 15000.

ISO/IEC 38500 [NOVO!] – Código de melhores práticas para “Corporate Governance of ICT”. Tem na sua origem a norma australiana AS8015.

Desenvolvimento de Serviços

CMMI-DEV – Processo de desenvolvimento de produtos e serviços.

CMMI-ACQ – Processos de aquisição e externalização de bens e serviços.

Controlo Interno

COBIT – Framework de governação de TI, incluindo requisitos de controlo.

Segurança

ISO/IEC 27000 – Família de normas para a segurança da Informação.

ISO/IEC 24762 – Linhas de orientação para serviços de recuperação de desastre.

ISO/IEC 18028 – Segurança de redes TI (5 partes).

 
Relação entre ISO 20000 e ITIL Relação entre o ISO 20000 e o ITIL

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